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I Clínica para Treinadores na Classe Optimist em Alto Rendimento

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Técnicos brasileiros elogiaram a clínica de Alto Rendimento de Optimist no VDS

O avanço do nível técnico na vela de base é uma realidade que vem se configurando em diversos países. Por se tratar de uma faixa etária que tem peso forte no amanhã da vela, a Confederação Brasileira de Vela promoveu a I Clínica de Alto Rendimento para treinadores da classe Optimist junto com o clube Veleiros do Sul e patrocínio da Energisa.

Em Porto Alegre reuniram-se 30 treinadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Bahia e Rio de Janeiro. Durante três dias eles ouviram e debateram diversos assuntos com o técnico argentino Gonzalo Pollitzer, “o Bocha”, 33 anos, que já treinou equipes nacionais da Argentina, Guatemala, Malásia, Porto Rico e Noruega, e conduziu diversas clínicas em todo o mundo.

Douglas do Carmo - VDS divulgação

Bocha seguiu uma pauta discutida com a CBVela, não tratando apenas das questões técnicas do velejar, mas também com ênfase nos itens de planejamento e objetivos para o velejador, temporadas e campeonatos; comunicação e motivação, que envolvem aspectos de técnicas comunicativas e psicológicas. E discussão sobre técnicas e táticas de regatas.

Ao final da Clínica, Gonzalo – Bocha disse que gostou muito do grupo por ter expressado grande interesse em aprender e discutir situações diárias vividas por eles.

“Aqui tínhamos treinadores jovens e outros mais experientes, porém todos me cercaram de perguntas, alguns individualmente me procuraram para aprofundarem alguns pontos”, comentou o técnico. Ele ainda destacou a curiosidade deles sobre como montar um team race e a comunicação com as crianças. “Eles sabem que a profissionalização na classe Optimist aumentou muito no mundo e o Brasil precisa avançar para não ficar atrás”, falou o técnico argentino.

Ricardo Pedebos - VDS divulgação 1

Entre os participantes estava o carioca Filipe Novello, o Tijolo, técnico há 13 anos e diversas participações em mundiais com as equipes brasileiras de Optimist. Ele aprovou a clínica ressaltando pontos importantes que pessoalmente mais gostou.

“Aprendemos coisas importantes, como por exemplo, a maneira de organizar um calendário de trabalho e competições, definir os objetivos que realmente desejamos com o velejador. Mas destaco a inédita oportunidade dos técnicos de todo o Brasil estarem juntos falando de suas experiências e dificuldades e trocarem informações. Isso sem dúvida foi de grande valor para nós”, disse Filipe, de 31 anos.

Na visão do gaúcho Átila Pellin técnico da equipe brasileira no Mundial de 2015 na Polônia e no Sul-americano em março desse ano no Equador, a iniciativa da CBVela e Veleiros do Sul, deveria se repetir com encontros anuais para o aprimoramento dos treinadores.

Ricardo Pedebos - VDS divulgação 3

“Na parte técnica várias coisas já sabíamos, mas ele apresentou novas situações em uso no mundo atualmente e relembramos outras que estavam meios esquecidas, como melhor otimizar os resultados. Sem dúvida isso contribuirá para elevarmos o nível dos velejadores na pirâmide técnica. Em 2008 no Rio já havia assistido uma palestra do Bocha e sempre aprendemos com ele”, disse Átila, 28 anos.

Caroline Boening, 35, começou sua carreira de técnica de OP em 1996 e a treinar flotilhas em 2004. A técnica da Escola de Vela Minuano ficou entusiasmada com a clínica.
“Foi maravilhosa! Todos os assuntos abordados eram relevantes para nosso aprendizado e acrescentou muito na nossa bagagem. O Bocha sabe muito bem como passar o seu conhecimento, tem muita didática e isso é imprescindível para quem ensina. Foi 100% de aproveitamento!

O head coach do Veleiros do Sul, o uruguaio Juan Sienra destacou a importância da iniciativa da CBVela, principalmente por se tratar de vela de base e pelo seu efeito multiplicador.

“No clube estavam presentes 30 técnicos. Somando a média de 10 crianças para cada um deles, isso deverá atingir mais de 300 optimistas no país. O Veleiros do Sul tem um projeto de Formação de Atletas em parceria com a Confederação Brasileira de Clubes e isso ajuda a nos igualar ao padrão internacional da classe”, avaliou Juan, 31 anos.

Associados, velejadores e a comodoria demonstraram grande satisfação em saber que o clube estava sediando um evento de tamanha relevância para o esporte na formação de atletas. Pelo VDS participaram na clínica Geison Mendes, Caroline Boening, Gustavo Thiesen, Ricardo Salvador, Mauro Ferreira e Marcelino Rodrigues.

 

Ricardo Pedebos
Comunicação VDS

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